Mulheres e negros são maiores vítimas de desaparecimento entre jovens na Zona Sul da capital, mostra trabalho escolar

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Um trabalho escolar feito por três alunas do ensino médio mostra que a maioria dos desaparecidos entre 10 e 19 anos em quatro bairros da Zona Sul de São Paulo são mulheres e negros.

Elas analisaram 185 boletins de ocorrência de desaparecidos em 2016 e descobriram falhas como nomes masculinos registrados como femininos. Nenhum dos casos foi resolvido até hoje.

O projeto é um dos que serão apresentados e representarão a cidade de São Paulo em uma das mais importantes feiras mundiais de iniciação científica, que será realizada nos Estados Unidos.

O trabalho sobre as pessoas desaparecidas foi feito com base em boletins de ocorrência registrados em 4 distritos da Zona Sul de São Paulo. Ana, Clara e Beatriz escolheram os adolescentes entre 10 e 19 anos como alvo da pesquisa de desaparecidos em uma das regiões de maior vulnerabilidade da capital – entre o Capão Redondo, Jardim Herculano, Jardim Ângela e Parque Santo Antônio.

Analisando os boletins, as jovens descobriram, por exemplo, que as meninas são as que mais correm risco de desaparecer. No Jardim Herculano, elas representam 70% dos boletins de ocorrência.

O trabalho também mostra que, no Capão Redondo, mais da metade dos desaparecidos são negros. E que onde há mais serviços de atendimento a adolescentes jovens e mulheres, o número de desaparecidos é muito menor, como no Campo Limpo.

Mas, renda menor e baixa escolaridade também estão ligadas ao problema.

As alunas acreditam que a pesquisa pode contribuir para uma política pública de atenção aos adolescentes da periferia.

Alunos de seis estados apresentaram para convidados os projetos que vão participar da feira de ciências e engenharia nos Estados Unidos. São 18 pesquisas sobre temas como tratamento para câncer de pele, detecção de adulteração de bebidas e uso do gás carbônico para aumentar a produção agrícola.

A Secretaria de Segurança Pública diz que em 2016 foram registrados 10.197 novos casos de desaparecimento de crianças e adolescentes e que no mesmo ano foram solucionados 10.221. Ou seja, para a polícia, o número de casos resolvidos foi maior que o número de novos casos.

Fonte: G1

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