Empoderamento Econômico

financeiro

A diferença no tratamento entre o homem e a mulher no mercado de trabalho é um dos grandes desafios do movimento sindical. Levantamentos estatísticos dos mais variados
demonstram que, de uma forma ou outra, a mulher trabalhadora ainda ganha menos do que o profissional masculino e tem menos oportunidades de ascensão a cargos de chefia.

Apesar do discurso de igualdade de condições e oportunidades há evidências de que existem desigualdades na participação masculina e feminina no mercado de trabalho, seja em relação aos níveis salariais, possibilidade de crescimento na carreira ou oportunidades de exercer determinadas funções.

Apesar do aumento do número de mulheres em empregos remunerados, as mulheres permanecem desproporcionalmente representadas em empregos vulneráveis, e recebem de dez a trinta por cento menos do que os homens para o mesmo trabalho.

O empoderamento econômico das mulheres é essencial para o progresso de um país, pois, a emancipação econômica das mulheres pode ajudar ao desenvolvimento da família e comunidade.
A independência da mulher significa compreender e exercitar seus direitos, como o direito de ir e vir e o direito a saúde integral e de qualidade, assim como ampliar o seu espaço na comunidade e participar mais ativamente da cultura e da política. O empoderamento gera segurança mental, psicológica e sexual.

Dessa forma, a CNTC defende as seguintes recomendações:

  • Atuar pela aprovação do Projeto de Lei da Câmara 130/2011, que garante isonomia salarial entre homens e mulheres e estabelece multa para quem praticar a distinção salarial.
  • Instituir e incentivar uma política para redução da jornada de trabalho para 40 horas semanal, em virtude da jornada tripla das mulheres, sem redução salarial.
  • Inserir o tema Igualdade de Gênero no currículo escolar, e realizar uma campanha
    nas três esferas de Poder (federal, estadual e municipal).
  • Obrigatoriedade da igualdade salarial para funções iguais, sem discriminação de gênero.